Uma nova maneira de diagnosticar o autismo precoce

Um novo estudo mostra que estudar como a criança se move ajudaria a diagnosticar distúrbios do desenvolvimento neurológico, incluindo o autismo.

Não há exame médico para diagnosticar o autismo, como um exame de sangue ou testes genéticos, por exemplo. Mas um novo estudo, publicado no jornal Relatórios Científicos, propõe um método mais preciso do que os anteriores, baseados em critérios subjetivos, como um distúrbio do movimento dos olhos ou a repetição de gestos.

Movimento, biomarcador de autismo

"Descobrimos que cada pessoa tem seu próprio 'DNA do movimento'", explica Jorge V. José, um dos autores do estudo. Mesmo as variações mais imperceptíveis no movimento tornariam possível detectar um distúrbio autista.

Para conduzir este estudo, os pesquisadores examinaram como 70 voluntários moveram os braços para tocar um objeto na tela. Todos receberam uma pontuação com base nas flutuações de velocidade de seus movimentos. Quanto menor a pontuação, maior o risco de autismo. Os pesquisadores usaram sensores de alta resolução e alta velocidade para rastrear flutuações invisíveis a olho nu.

Dessas 70 pessoas, 30 já foram diagnosticadas com autismo e com idades entre 7 e 30 anos. Também presentes no grupo, 15 pessoas denominadas neurotípicas (ou seja, nem autistas nem afetadas pela síndrome de Asperger) com idades entre 19 e 31 anos; seis filhos neurotípicos e, finalmente, 20 pais neurotípicos de crianças autistas.

Evitar o risco para os pais

Ao conduzir este estudo, os pesquisadores fizeram uma descoberta. Alguns pais, sem um distúrbio do desenvolvimento neurológico, obtiveram uma pontuação baixa durante o estudo.

Para os cientistas, isso pode ajudar a detectar o risco de os pais terem filhos com autismo. Uma hipótese que será objeto de um estudo futuro.

Vídeo: Autismo - 12 Sinais de Autismo Precoce (Fevereiro 2020).