Psiquiatria: O eletrochoque ainda está sendo praticado?

Frequentemente associado a uma psiquiatria bárbara, o eletrochoque é muito útil em muitos casos.

Usado por muitas décadas, o eletrochoque tem sido assustador. Agora denominada "terapia eletroconvulsiva" ou "sismoterapia", são realizadas sob anestesia geral e são tão eficazes quanto certos medicamentos.

Uma corrente elétrica que cura?

Os eletrochoques enviam uma corrente elétrica ao cérebro para causar um ataque epilético. Essa descarga estimula os neurônios que são forçados a estabelecer novas conexões e melhorar certos sintomas e doenças psiquiátricas.

Como é uma sessão de eletrochoque?

Nos últimos anos, a prática evoluiu muito. Embora o conceito permaneça o mesmo, agora os eletrochoques são realizados sob anestesia geral com injeção de curare para evitar tremores musculares.

Quando o paciente dorme, o psiquiatra coloca vários eletrodos na cabeça para medir a atividade do cérebro durante a crise. O choque elétrico dura apenas um a dois minutos.

Uma vez levantada a anestesia, o paciente precisará de aproximadamente uma hora para acordar com náusea ocasional ou apenas perda de memória a curto prazo.

Para quem é o choque elétrico?

Desde o uso do eletrochoque na psiquiatria na década de 1930, os psiquiatras experimentaram essa técnica em muitas doenças com mais ou menos sucesso, porque a técnica nem sempre foi bem dominada.

Estudos modernos confirmaram a eficácia da terapia eletroconvulsiva em alguns casos de depressão grave ou melancolia resistente ao tratamento, esquizofrenia ou psicose crônica, transtorno bipolar resistente ao tratamento, inclusive durante ataques maníacos.

A má reputação do eletrochoque ainda pode fazer muitos pacientes hesitarem. No entanto, essa prática efetiva até 80% dos casos de depressão, por exemplo, agora é praticada de maneira segura, sempre no interesse do paciente.