Um exame de sangue para diagnosticar a doença de Alzheimer

Pesquisadores norte-americanos estão desenvolvendo um exame de sangue que pode diagnosticar a doença de Alzheimer mais cedo para preveni-la. E isso, com base no nível de proteína tau.

Hoje na França, 900.000 pessoas têm a doença de Alzheimer e 225.000 novos casos são detectados a cada ano. Essa patologia neurodegenerativa é caracterizada pela deposição de proteínas anormais no cérebro, o que causa a morte progressiva dos neurônios.

A doença de Alzheimer pode se manifestar de várias maneiras: perda de memória, dificuldades em se expressar, problemas de reconhecimento e problemas com certas ações.

O exame de sangue: fácil, rápido e econômico

Para diagnosticar a doença de Alzheimer, os médicos realizam exames e testes cerebrais do líquido cefalorraquidiano. Este é um procedimento caro, mas preciso. Pesquisadores norte-americanos do Hospital Brigham e da Mulher estão desenvolvendo um exame de sangue que pode substituir esses procedimentos ou até prever a patologia antes do início dos sintomas.

Seu trabalho é destaque na revista Alzheimer's and Dementia. A técnica desenvolvida pelos cientistas permite medir as diferentes formas de proteína tau - conhecidas por estarem envolvidas na patologia - e identificar um subconjunto de proteínas tau especificamente criadas no caso da doença de Alzheimer. Isso poderia permitir que os pacientes realizassem exames regulares sem precisar ser hospitalizado.

Resultados positivos em dois grupos

Para realizar este estudo, os pesquisadores analisaram cinco testes diferentes em dois grupos de participantes (um de 65 pessoas, o outro 86 pessoas). Um deles, chamado NT1, provou ser eficaz no diagnóstico. Outras revisões devem ser feitas em grupos maiores. Além disso, os pesquisadores querem acompanhar os participantes a longo prazo para determinar se os níveis de proteína tau mudam à medida que a doença progride.

"Nós disseminamos amplamente nossos dados e as ferramentas necessárias para realizar nosso teste, porque queremos que outros grupos de pesquisa o testem", diz Dominic Walsh, um dos principais autores do estudo. .