Cérebro: Saguis ajudam a entender melhor a visão humana

Pesquisadores estudaram o cérebro de primatas para melhorar o conhecimento sobre o sistema de visão humana.

O homem desce do macaco e esse ancestral tem muito a nos ensinar. Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory estudaram o cérebro dos saguis para aprofundar seus conhecimentos sobre o mecanismo da visão em humanos.

Na busca pela conectividade do cérebro inteiro em saguis, @partha_mitra e colegas descobriram que partes do primata //t.co/5hLyJFmv19

- Cold Spring Harbor Lab (@CSHL) 20 de agosto de 2019

Um novo mapa da visão humana

Partes do cérebro permanecem inexploradas por pesquisas científicas. Graças aos saguis, uma espécie suficientemente próxima do homem, os pesquisadores constituíram um novo "mapa" cerebral do mecanismo da visão. Isso nos permite entender como as células se conectam e como grupos de células conseguem transferir informações de fora para o cérebro. O tálamo cumpre essa função: é uma estrutura cerebral que reúne vários grupos de células cujo papel é fornecer e coordenar as informações enviadas ao córtex. Até agora, os grupos celulares, chamados núcleos talâmicos, foram classificados de acordo com seu papel: relé ou associação. O núcleo geniculado lateral, por exemplo, foi listado como um relé de informação da retina para o córtex visual, enquanto o pulvinar tem um papel de coordenação. No entanto, esta nova pesquisa mostra que esses dois núcleos talâmicos têm células semelhantes, o que implica que certas conexões com o córtex visual são idênticas. Segundo os pesquisadores, e de maneira totalmente inesperada, esses dois grupos de células compartilham algumas funções.

Interesse no desenvolvimento da inteligência artificial

Os cientistas já publicaram uma série de resultados de suas análises cerebrais de primatas. Segundo eles, esses estudos podem desafiar algumas teorias científicas: por exemplo, algumas atividades cerebrais provavelmente estão em algum lugar diferente do que os cientistas pensam há muito tempo. Eles também poderiam melhorar o trabalho das inteligências artificiais. "As pessoas baseiam seus algoritmos em dados relacionados ao sistema de visão", diz Partha Mitra, diretora de pesquisa, e, como a entendemos melhor, pode ser possível pensar em novos algoritmos para visão artificial. " A inteligência artificial é uma ferramenta que interessa a muitos cientistas no campo da saúde. Nos Estados Unidos, em abril de 2018, a Food and Drug Administration autorizou a colocação no mercado de uma inteligência artificial capaz de fazer diagnósticos sem médico.